MP faz operação contra facção criminosa no Rio Grande do Norte

Cidades

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Após quase dois anos de investigação, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN) realizou nesta sexta-feira (16/6) a Operação Juízo Final contra integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), bando criminoso que atua em quase todo sistema penitenciário potiguar. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e as polícias Militar e Rodoviária Federal cumpriram 129 mandados de busca e apreensão, 21 de prisão e 24 conduções coercitivas.

Segundo as investigações, os criminosos alvo da operação planejavam do presídio ações relacionadas a tráfico de drogas, roubo de veículos, estouros de caixas eletrônicos, homicídios, estruturação da facção, entre outros. Os bandidos usavam contas bancárias de terceiros e, em dois anos, teriam movimentado R$ 6 milhões em 184 contas relacionadas ao grupo e cujos sigilos bancários foram levantados.

Cadernos apreendidos indicam a relação dos criminosos com data de batismo, função e número de telefones. E mais: documentos com informações bancárias foram recolhidos, o que colaborou para demonstrar a movimentação financeira da facção. As informações são do jornal Tribuna do Norte.

As medidas ocorreram em 18 municípios do estado, 13 prisões estaduais e uma penitenciária federal. Os mandados também foram cumpridos na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, na Grande Natal, onde, em janeiro, 26 presos morreram em confronto de facções.

Os alvos da operação vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros. O material apreendido será analisado junto ao que os promotores já possuíam.

Massacre
A Penitenciária Estadual de Alcaçuz foi palco, em janeiro, de uma rebelião que causou a morte de 26 presos. O motim começou quando internos do pavilhão 5, que abriga integrantes do PCC, destruíram parte de um muro e, portando armas brancas, invadiram o pavilhão 4, onde havia detentos da facção rival Sindicato do Crime. As duas organizações, na sequência, travaram uma guerra na unidade prisional por pelo menos seis dias.

Por Metrópoles

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