Novos áudios ameaçam delação da JBS

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu abrir um processo de revisão do acordo de delação premiada dos empresários da JBS Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco e Assis e Silva. Durante a sessão da Corte que sucedeu essa decisão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, defendeu a prisão dos empresários, que segundo ele, “degradaram a imagem do país no plano internacional.” Gravações do dia 17 de março divulgadas nessa terça-feira (5) pelo STF revelaram fatos omitidos pelos delatores, que podem perder os benefícios de acordos de delação.

Definidos por Fux como “criminosos do colarinho branco”, os empresários tiveram seus áudios divulgados pelos próprios advogados, nos quais comentam sobre a tentativa de “entregar” ministros do Supremo. A presidente do STF, Cármen Lúcia, pediu investigação urgente do caso à Polícia Federal e à PGR.  “Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honrabilidade de seus integrantes”, disse ela.

O atual refúgio de Joesley Batista em Nova York foi lembrado por Fux, que sugeriu a troca “exílio nova-iorquino para o exílio da Papuda”. Joesley e Saud divulgaram em nota que pedem “sinceras desculpas” aos ministros do Supremo pelas referências feitas nos áudios do início do ano.

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