Setor critica extinção da Reserva Nacional do Cobre

Por Lucas Lyra

 

O Governo Federal extinguiu nesta semana a Reserva Nacional do Cobre, uma área de 47 mil quilômetros quadrados em plena Floresta Amazônica, entre os estados do Pará e Amapá. Rica em diversos minerais, a área pode agora ser explorada pela iniciativa privada, o que não agradou a movimentos sociais e Ongs ligadas ao meio ambiente.

O texto da Medida Provisória (MP) que extinguiu a reserva contempla garantias e obrigações para a exploração da área. “(A MP) Não afasta a aplicação de legislação específica sobre proteção da vegetação nativa, unidades de conservação da natureza, terras indígenas e áreas em faixa de fronteira”

A área, maior que diversos países europeus (como Dinamarca, Holanda, Suíça, Bélgica…), havia se tornado reserva em 1984, por meio de decreto do então presidente do regime militar, João Figueiredo.

O diretor-executivo da WWF Brasil, Maurício Voivodic, é taxativo quanto a medida: “Além da exploração demográfica, desmatamento, perda da biodiversidade e comprometimento dos recursos hídricos, haverá acirramento dos conflitos fundiários e ameaça a povos indígenas e populações tradicionais”, afirma.

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