Delação liga Richa a dinheiro desviado da educação

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

Em delação premiada das investigações da Operação Quadro Negro, nesta sexta-feira (01), o dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, declarou um esquema de propina envolvendo o governador do Paraná Beto Richa (PSDB). De acordo com suas afirmações, o dinheiro que seria aplicado na construção de escolas estaduais foi repassado para a campanha de Richa, que nega as acusações.

O empresário relatou que pagava ao governador uma mesada de R$100 mil por intermédio do ex-diretor da Secretaria da Educação, Maurício Fanini. A propina destinada ao governador atingiu o valor de R$12 milhões, e o prejuízo dos cofres públicos, R$20 milhões; números que correspondem exatamente à soma da verba final estimada para Richa. Parte do dinheiro foi entregue por meio de caixas de vinho.

O STF ainda não homologou o acordo com o empresário, que esteve preso durante um ano e meio logo na primeira fase da operação vigente. Nas denúncias, ele também citou o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), e o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Souza financiou, em 2014, uma viagem a Miami e Caribe para que Fanini e Beto Richa comemorassem a reeleição do governador. O passeio custou US$20 mil.

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