Joesley e Saud presos por tempo indeterminado

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou a prisão preventiva de Joesley Batista e Ricardo Saud, nessa quinta-feira (14). Joesley, proprietário do grupo J&F e Saud, ex-executivo, que estavam temporariamente presos, desde domingo (10), até a decisão de Fachin. Além disso, os acordos de delação premiada dos acusados tiveram pedidos de rescisão e provavelmente serão anulados.

Joesley e Saud já confessaram envolvimento em esquemas de corrupção e agora são acusados em omitir informações enquanto delatores do processo da JBS. No entanto, as provas entregues permanecem válidas. Sem previsão de deixarem o presídio da Papuda, no Distrito Federal, para onde devem ser transferidos, os empresários teriam poupado o então procurador da República Marcelo Miller e o senador Ciro Nogueira durante as delações.

A defesa alegou “a absoluta ausência de indícios de ocultação de provas, cuja plausibilidade é presunção meramente hipotética”. Janot também denunciou Batista por crime de obstrução de Justiça, juntamente ao presidente Michel Temer, o que foi considerado pelo advogado do empresário como uma ação “desleal” do procurador.

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