Comandante do Exército diz que não punirá general que defendeu intervenção militar

Por Letícia Valadares

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, falou durante o programa “Conversa com Bial”, nesta quarta-feira (20), que o general Antônio Hamilton Martins Mourão, secretário de economia e finanças da corporação, não será punido pelo declaração feita em uma palestra no dia 15/09, em Brasília, onde sugere a possibilidade de intervenção militar no país. O comandante foi perguntado sobre essa possibilidade e respondeu que ‘’os militares poderão ter de impor isso [intervenção]’’ e que a ‘’imposição não será fácil’’.

Villas Bôas afirmou que  esta questão já está resolvida internamente. “Punição não vai haver. A maneira como Mourão se expressou deu margem a interpretação amplas, mas ele inicia a fala dizendo que segue as diretrizes do comandante. E o comando segue as diretrizes de promover a estabilidade, baseada na legalidade e preservar a legitimidade das instituições’’.

Ao ser perguntado se a fala do general não teria sido uma quebra de hierarquia militar, o comandante disse que está atribuído as Forças Armadas a aplicação da lei e da ordem na defesa da pátria e das instituições, que só podem ocorrer por iminência de um caos. “quando ele fala de aproximações sucessivas, ele fala também das eleições que se aproximam [em 2018]. É preciso ver o ambiente em que ele estava. Ele não fala pelo alto comando”, afirmou Villas Bôas.

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