Funaro garante esquema corrupto de Temer, PMDB e Caixa

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O operador financeiro do PMDB, Lúcio Bolonha Funaro, tem denunciado em delação premiada esquemas de propina dos ex-deputados do partido, Eduardo Cunha e Henrique Alves, e do presidente Michel Temer. Juntos, os peemedebistas teriam recebido cerca de R$ 250 milhões da Caixa Econômica Federal, repassados por Geddel Vieira Lima e Fábio Cleto, ambos vice-presidentes de setores da Caixa.

Funaro definiu o ex-deputado Eduardo Cunha como “banco de propina”. Cunha teria indicado Fábio Cleto para a vice-presidência de Fundos de Governo e Loteria da Caixa em abril de 2011. De acordo com o doleiro, Cleto liberou um valor entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para empresas, assim como Geddel Lima, que teria recebido sozinho R$ 20 milhões.

As delações são a favor da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Em depoimento, Lúcio Funaro afirmou ter 110% de certeza dos casos de propina que delatou relacionando Temer, não só ao esquema da Caixa Econômica, como também aos de empreiteiras envolvidas na Lava Jato. A assessoria do Planalto nega a validação das delações de Funaro.

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