Temer e Maia vivem batalha crescente

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

A decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de não mais votar as medidas provisórias estabelecidas pelo governo, sustentou os conflitos entre Maia e o presidente Michel Temer (PMDB-SP). Na última terça-feira (10), o deputado anunciou que não irá dar prosseguimento as medidas que não forem de relevância ou urgência, uma vez reconhecido o excesso de medidas provisórias enviadas à Câmara.

De fato, a posição foi tomada depois que deputados alinhados ao PMDB travaram a medida que discutia a leniência do Banco Central, projeto reconhecido por Rodrigo Maia. “O governo derrotou o presidente do Banco Central”, afirmou ele.  Agora que a Câmara selecionará as medidas a serem votadas, Temer enfrentará dificuldades a impor decisões convenientes com a agilidade de uma medida provisória – ela tem efeito imediato e vale por dois meses.

Não há como negar que, na verdade, os embates de Maia e Temer são mais antigos: na primeira denúncia contra o presidente peemedebista vigente em junho de 2017, o partido do presidente via interesse do deputado em conspirar para o impeachment de Temer, já que seria ele o sucessor do “trono” republicano.

Entre as medidas provisórias recentemente entregues à Câmara, estão o adiamento de reajuste salarial de servidores e aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo. Rodrigo Maia considerou o excesso de medidas um “desrespeito à democracia”. Diante da decisão na terça-feira, o deputado federal Silvio Costa (Avante-PE) se manifestou, dizendo que “Se Maia mexer com as pedras, o Temer cai. Temer tem que ficar agradecido a ele”. O deputado já havia afirmado sua confiança nas denúncias do Ministério Público para a derrubada do presidente.

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