Com quórum elevado, plenário do Senado salva Aécio do STF

Por Lucas Lyra

 

O plenário do Senado Federal decidiu na tarde desta terça-feira (17), por um placar de 44 a 26 votos, rejeitar a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que pedia que o senador Aécio Neves sofresse medidas cautelares até que seu caso seja julgado. As medidas incluíam recolhimento noturno, proibição de entrar no Congresso Nacional, entre outros.

Em uma sessão com boa dose de “drama”, quando por exemplo, Renan Calheiros (PMDB-AL), apelou que o colega Paulo Bauer (PSDB-SC), que teve uma crise de hipertensão durante o dia e teve de ser levado ao hospital, voltasse ao plenário para proferir seu voto em um “momento tão importante”.

Brincalhão, o nordestino utilizou Romero Jucá (PMDB-RR) como exemplo. “O senador João Alberto (PMDB-AL) cancelou uma cirurgia e o senador Romero Jucá teve arrancada metade das tripas e está aqui firme”, disse.

O presidente da Casa, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), justificou a fala de Renan: “isso é o linguajar nordestino”, disse.

Foto Ricardo Padue

Ronaldo Caiado (DEM-GO), que teve um acidente de mula no ultimo final de semana e não compareceria a sessão, fez um esforço a mais e foi votar em uma cadeira de rodas.

A sessão foi encerrada quando Paulo Bauer chegou, e discretamente deixou seu voto, voltando ao hospital logo depois.

“É uma decisão lamentável. Amplia a falta de credibilidade do Congresso e da política no Brasil”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE) após a votação. Costa também classificou como “seletiva” a decisão do Senado. “Fosse alguém do PT, certamente que por muito menos estaria cassado”, disse.

Afastado desde 26 de setembro, Aécio pode agora retornar às atividades parlamentares normalmente até que o STF conclua o julgamento de seu caso.

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