Dilma renasce pedido de anulação do impeachment após depoimento de Funaro

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) segue reforçando pedido de anulação do seu impeachment. Nessa terça-feira (17), Dilma enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um documento solicitando, com urgência, que o plenário julgue a ação da sua defesa requisitando a suspensão do afastamento, depois de acrescentar ao registro o depoimento do delator Lúcio Funaro, divulgado na sexta-feira (13).

O discurso feito pelo doleiro em delação premiada foi usado pelos advogados de Dilma para definir o impeachment como nulo, motivado por “decisões imorais e ilegais”. Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que repassou ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), cerca de R$ 1 milhão, entregue por meio do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

O advogado José Eduardo Cardozo afirmou que “o Poder Judiciário não poderá deixar de se pronunciar, determinando a anulação do impeachment de Dilma Rousseff, por notório desvio de poder e pela ausência de qualquer prova de que tenha praticado crimes de responsabilidade”. Os advogados pediram anulação do impeachment de Dilma em setembro de 2016.

Para a defesa, o dinheiro repassado tinha o objetivo de comprar votos dos parlamentares na Casa pelo afastamento da presidente.  Há mais de um ano, Dilma se mantem afastada por ter sido acusada de cometer crime de responsabilidade. Hoje, a ex-presidente se embasa em depoimentos de delação premiada. Porém, em maio desse ano, havia afirmado que “delatores presos, buscando conseguir sua liberdade e a redução de pena, constroem versões falsas e fantasiosas”.

Cunha, opositor de Dilma, foi comparado a um “banco de corrupção e de políticos” na delação de Funaro. O doleiro está preso em Brasília, na mesma penitenciária em que se mantem Geddel Vieira Lima, a Papuda. Eduardo Cunha está preso desde outubro de 2016, condenado à 15 anos e 4 meses de prisão pela Operação Lava Jato.

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