Governo precisa impulsionar Reforma da Previdência, que passa por ‘desidratação’

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

A Reforma da Previdência em trâmite pela PEC 287 vive momentos de “desidratação” e pressa. Depois do parecer contrário à denúncia do presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), há uma abertura para que a votação da proposta seja impulsionada por conta da proximidade das eleições de 2018. Na tentativa de ser votada ainda esse ano, os ministros Eliseu Padilha e Henrique Meirelles concordaram em reduzir o pacote das mudanças que não agradaram os contribuintes das urnas.

As mudanças “enxugaram” questões da aposentadoria rural e o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC).  A CPI que trabalha no caso da Previdência deve apresentar, na próxima semana, um relatório que contesta a reforma, o que deve ser fundamento para a opinião pública contra a PEC. A votação na Câmara ainda não foi marcada, possivelmente porque ainda não há uma aprovação incontestável na Casa, o que barraria a proposta do governo Temer. Já o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, que apoia a Reforma da Previdência, afirma que se ela não for aprovada nesse governo, será no próximo.

Apesar da redução da proposta, as medidas consideradas mais severas prevalecem, como o aumento da idade mínima para aposentadoria para 65 anos aos homens e 62 para as mulheres. O senador Paulo Paim (PT-RS) não acredita que a pressa para que a proposta seja votada até o fim do ano seja um sinal de seriedade da reforma, que atingem apenas os pobres e a classe média, de acordo com ele. Para Paim, “vão querer aprovar, do dia para a noite, com medo da eleição do ano que vem”. A primeira votação acontece na Câmara dos Deputados, que precisa de dois terços dos votos para prosseguir ao Senado.

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