46ª fase da Lava Jato investiga subsidiária da Petrobras que favorecia a Odebrecht

Por Letícia Valadares

Foi deflagrada na sexta-feira (20), a 46ª fase da Operação Lava Jato, que teve como foco ex-funcionários do Grupo Petrobras ligados à Petrobras Química (Petroquisa). A pedido do Ministério Público Federal (MPF), os investigadores identificaram , a partir de documentos fornecidos pela Odebrecht, práticas como as de crime de corrupção e de lavagem de dinheiro em documentos formados com a Petroquímica Suape e com a Companhia Integrada têxtil de Pernambuco (Citepe), ligada à Petroquisa.

Segundo Roberson Pozzobon, procurador da república, a atual fase da operação contempla dois procedimentos . “O primeiro diz respeito à investigação envolvendo antiga subsidiária da Petrobras, a Petroquisa, e ilícitos praticados no âmbito da petroquímica Suape com a Citepe. O segundo trata da prisão preventiva dirigida a Luiz Carlos Moreira da Silva, acusado da prática de crimes na Petrobras, envolvendo lavagem de dinheiro por meio da contratação dos navios-sonda Petrobras 10.000-e Vitória 10.000”, falou.

De acordo com Pazzobon, os investigadores foram atraídos pelo fato de haver “troca de favores dirigidos ao Grupo Odebrecht, na forma de um contrato em que se percebe a escalada de preços que resultaram na contratação”.

O procurador apontou dois contratos suspeitos. O de dezembro de 2008, tinha como meta de preço R$ 1,085 bilhão. “Posteriormente, em junho de 2011, esse contrato foi aditivado em mais R$ 330 milhões. Em outubro de 2011, foi feito um novo aditivo de R$ 256 milhões. Com isso, o contrato chegou a R$1,9 bilhão ao fina”. E o de R$ 1,8 bilhões, envolvendo a Odebrecht, mas está associado ao interesse da Citepe. “Apesar de uma série de indicativos que mostravam se tratar de contrato inexequível, ele recebeu ajuda de agentes públicos corrompidos para que continuasse e recebesse grande vulto. Esse é um caso que evidencia o custo da corrupção”, disse.

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