Polêmicas de ministros não corrompem silêncio de Temer

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O presidente Michel Temer (PMDB) se silenciou diante de polêmicas que seus ministros lançaram na semana que finalizou o mês de outubro. Com as votações de suas denúncias na Câmara, Temer já havia sido aconselhado pela reforma ministerial.

Apesar das denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente não terem prosseguido, ficou evidente a falta de articulação entre Temer e seu Governo, inclusive em seu próprio partido. Para o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, o peemedebista deveria reorganizar sua base aliada com uma reforma nos ministérios.

No PSDB, a maioria dos votos de seus deputados favoreceram prosseguimento da segunda denúncia. Porém, Temer decidiu manter todos os ministros do partido tucano, tentando sustentar os membros da sigla que ainda apoiam o governo.

Nessa semana, os debates de seus ministros não cativaram o presidente Temer, que optou pelo silêncio. Na quinta-feira (2), ganhou repercussão o pedido da Ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois (PSDB), pelo aumento de seu salário para R$ 61 mil, comparando seu trabalho ao escravo. A discussão não escondeu a polêmica do Ministro da Justiça, Torquato Jardim, na quarta-feira (1), que acusou envolvimento da Polícia Militar do Rio de Janeiro ao crime organizado.

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