Privatização de saneamento submeterá empresas a modelo ‘tudo ou nada’

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve entregar estudos que organizam licitação de estatais para privatização do saneamento básico no país até o mês de dezembro. A avaliação tem como pressuposto que empresas responsáveis por grandes capitais fiquem responsáveis, também, pelo saneamento de pequenos municípios, modelo conhecido como “filé e osso”.

Em cidades menores, esse tipo de investimento pode ser deficitário. De acordo com o superintendente do BNDES, Rodolfo Torres, esse modelo será aplicado pois o procedimento visa a melhora do saneamento no Brasil como um todo. O BNDES, a princípio, formularia o plano de concessões para três estados no país em que 49,7% da população não tem coleta de esgoto. Hoje, mais de dez planejamentos estão em trâmite e alguns serão entregues ainda nesse ano.

O obstáculo maior das desestatizações está no dificultoso processo de concessão de contrato. O governo trabalha com novas possibilidades para que os contratos de governos federais e municipais incumbidos de tratar o saneamento sejam transferidos para as companhias privadas com mais facilidade.

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