Reforma ministerial toma força com saída de Bruno Araújo da pasta das Cidades

Por Lucas Lyra

 

Com o pedido do afastamento do agora ex-ministro Bruno Araújo (PSDB-PE), o governo federal fica ainda mais pressionado pela base aliada para reorganizar de vez a Esplanada dos Ministérios.

Araújo foi o primeiro ministro do PSDB a sair do governo de Michel Temer, movimento que deve se acirrar nos próximos dias. Desde as votações das denúncias contra Temer no Congresso, a relação entre o PMDB e os tucanos ficou muito estremecida, uma vez que mesmo teoricamente fazendo parte da base aliada do governo, expressivos números da bancada psdbista votaram pelo afastamento de Temer.

A partir daí partidos do chamado “Centrão” do Congresso Nacional, como PP, PR, PTB e outros, que deram forte apoio a Temer nas denúncias, passaram a cobrar mais espaço na cúpula federal.

Meirelles fica

Apesar da clara mensagem de Temer que não manteria prováveis candidatos a presidência em 2018 no comando de Ministérios, Meirelles deve ser mantido a qualquer custo.

O argumento é que até o momento, o ministro não é candidato declarado e que sua permanência é de suma importância para a politica econômica do governo Temer. Além disso, a maioria dos partidos não deve aderir a essa ideia do paulista, pois devem querer manter seus ministros (com maior evidência) a frente das pastas até o prazo limite para candidatos, que termina em abril. Porém, os novos ministros a serem indicados deve seguir a essa regra.

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