Corrupção de empreiteiras nacionais ultrapassa fronteiras e chega ao Peru

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

As empresas brasileiras Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão são investigadas no Peru por subornar a concessão para construção da rodovia que liga o país ao Brasil. Além delas, a Odebrecht também é investigada, depois de ter admitido pagar US$ 29 milhões de propina em troca de concessões milionárias de obras peruanas.

Supostamente, o trio de empreiteiras teria se aliado para formar a Intersur Concesiones, que fechou contrato com o governo peruano durante o mandato do presidente Alejandro Toledo. A concessão é referente ao trecho 4 do Corredor Estrangeiro Interoceânico Sul, que liga os dois países. São 306 km entregues para operação e manutenção das empresas em 2005, no decorrer de 25 anos.

A acusação da Procuradoria foi analisada no Primeiro Tribunal de Investigação Preparatória Nacional pelo juiz Richard Concepción. O trabalho investigativo tem como base e-mails do diretor da Intersur, Marcos de Moura Wanderley, e das transações financeiras na conta do empresário peruano-israelense Josef Maiman, amigo do então presidente Toledo. Esses indiciariam o pagamento de propina por parte das empresas brasileiras.

Os advogados da Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão negam as acusações e argumentam que tais e-mails nunca existiram. Contudo, foram ignorados pelo juiz Concepción, que procede com as investigações.

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