Enquanto Aécio é vaiado, Alckmin é eleito à presidência com folga em convenção tucana

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O ex-presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves, foi vaiado em uma convenção nacional da sigla que ocorreu nesse sábado (9) em Brasília. Ele deixou o cargo da presidência na quarta-feira (6), que agora é ocupado pelo Governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin, por meio das eleições na convenção que o elegeram por 470 votos contra três.

As vaias partiram da militância do partido, e já eram previstas por parlamentares tucanos. Aécio decidiu deixar o evento 40 minutos depois de sua chegada. Além dele, militantes vaiaram o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemerg (PSB), convidado do evento.

Em contrapartida, Geraldo Alckmin foi eleito majoritariamente como presidente tucano pelo partido, que tem no governador grandes apostas para reunir alas divergentes dentro da coligação. O presidente interino do partido, Tasso Jereissati (CE) e o governador Marconi Perillo (GO) desistiram da candidatura em prol da posse de Alckmin, que deve conciliar o cargo à candidatura pela presidência do Brasil nas próximas eleições.

Alckmin já se posicionou a favor da Reforma da Previdência e pretende fechar questão com o PSDB. Apesar da disponibilidade em se alinhar aos propósitos do Congresso Nacional, é sabido que o presidente Michel Temer (PMDB) iniciou uma reforma ministerial que deve afastar membros tucanos dos Ministérios do governo.

O senador Aécio Neves foi afastado da presidência do partido depois de ter sido filmado pedindo R$ 2 milhões ao empresário da JBS Joesley Batista. Devido a esse acontecimento, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva e obstrução de Justiça, e também é alvo de mais oito investigações no Supremo Tribunal Federal.

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