Marun assume cargo de ministro da Secretaria de Governo: ‘Me sinto extremamente motivado’

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O deputado federal Carlos Marun (PMDB-MS) tomou posse do cargo de Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência da República nessa sexta-feira (15), no Palácio do Planalto. A posse, que foi adiada em vista de um procedimento cirúrgico do presidente Michel Temer (PMDB), substitui o tucano Antonio Imbassahy, que volta ao Congresso Nacional. “Acho que nós acertamos”, disse Temer sobre a nomeação.

A transferência faz parte da reforma ministerial de Temer, pressionada pela reivindicação da base aliada do chamado “centrão” por espaço nos Ministérios. Marun, como articulador da política, apontou em seu discurso que se sente “extremamente motivado” pela coragem no presidente Temer, e que está “consciente de que muito ainda é necessário avançar”.

O primeiro a discursar foi o antigo Secretário de Governo, Imbassahy, que usou as escrituras para alegar que “há o tempo de chegar e há tempo de partir”. Também agradeceu a coragem de Temer “para fazer o melhor para o país” e, em suas últimas palavras como ministro, se despediu “com certo alívio”, afirmando ter feito o melhor que pode.

Em seguida, Carlos Marun usou seu discurso para afirmar sua aliança com o presidente Temer, a quem considerou como “a personificação da possibilidade de se fazer politica com honra e dignidade.” Se dirigindo ao presidente, Marun se declarou como “soldado sob vosso comando em sua árdua luta para fazer com que o nosso país seja um país melhor para todos os brasileiros”.

O deputado assumiu como maior desafio a reforma da Previdência, a qual foi comentada por Temer em seu discurso antecipado pela assinatura da posse de Marun. Para Temer, o esclarecimento sobre a reforma previdenciária foi suficiente para que não só grande parte dos brasileiros a apoiassem, como também a imprensa nacional. “Eu diria quase radicalmente”, pronunciou o peemedebista sobre o apoio da proposta.

A cerimônia de posse estava prevista para quinta-feira (14), porém, precisou ser adiada por Temer, que permaneceu em repouso após cirurgia de desobstrução na uretra no Hospital Sírio-Libanês, seguindo recomendações médicas.

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