Petrobras pode avaliar política de hedge para diesel, diz CEO

A Petrobras deve estudar a possibilidade de utilizar operações de hedge para evitar um excesso de volatilidade nos reajustes do diesel, após o encerramento de uma política de subsídios ao combustível no Brasil que deve vigorar até o final do ano, disse a jornalistas nesta segunda-feira o presidente da petroleira, Ivan Monteiro.

 A fala vem após a estatal ter anunciado na semana passada a aprovação pela diretoria da opção de adotar um mecanismo de hedge para a gasolina.

Com a iniciativa, toda vez que a empresa antever uma volatilidade no mercado, poderá congelar por até 15 dias o preço do combustível na refinaria e comprar futuros de gasolina nos EUA com base nos volumes diários comercializados para não incorrer em perdas financeiras.

“A gente vai olhar principalmente o que está acontecendo em relação a essa experiência na gasolina e eventualmente poderia aplicar no diesel também… agora ainda é muito preliminar… é algo que a gente pode vir a fazer também para o diesel, mas até o momento sem nenhum tipo de decisão interna na companhia”, disse Monteiro, durante coletiva de imprensa em São Paulo.

O programa de subsídio ao diesel foi lançado após uma histórica greve de caminhoneiros em maio, contra os altos preços do combustível. A paralisação causou sérios danos à economia brasileira e também teve como consequência a renúncia de Pedro Parente da presidência da Petrobras.

Durante toda a sua gestão, Parente sempre defendeu a independência de a Petrobras estabelecer preços, sem interferências governamentais, e que os ajustes deveriam ocorrer quase que diariamente, para que a empresa pudesse garantir rentabilidade e evitar perdas de mercado.

Monteiro negou que o programa tenha sido discutido com economistas de candidatos à Presidência com os quais representantes da empresa têm se encontrado para apresentar resultados e planos da petroleira estatal.

Até o momento, não há informação de que a Petrobras já tenha sido autorizada pela reguladora ANP a receber os subsídios que podem ter somado até 30 centavos de real por litro.

A conversa com os jornalistas nesta segunda-feira ocorreu após a diretoria da companhia ter realizado um encontro com analistas de mercado em São Paulo para apresentar resultados da empresa.

Na ocasião, os executivos previram que a dívida líquida da estatal deverá alcançar 69 bilhões de dólares no fim deste ano, ante 85 bilhões de dólares em 2017, à medida que o programa de gestão de endividamento dá resultados.

 

Reuters

 

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