MPF pediu a condenação do ex-assessor de Michel Temer que carregou uma mala com 500 mil reais

A Procuradoria da República em Brasília pediu à Justiça Federal, nessa sexta-feira, a condenação do ex-deputado e ex-assessor especial do então presidente Michel Temer, Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), no processo da mala com R$ 500 mil – dinheiro supostamente oriundo de propina do grupo J&F, controlador da JBS/Friboi. Ele é acusado de corrupção passiva.

Em 2017, em uma ação planejada pela própria PF (Polícia Federal), Rocha Loures foi flagrado saindo de uma pizzaria de São Paulo com o dinheiro em uma mala que havia recebido momentos antes do executivo da J&F Ricardo Saud.

No pedido de condenação, que marca a fase final do processo, o MPF (Ministério Público Federal) afirmou que o dinheiro era “vantagem indevida” para Temer. O emedebista nega a acusação. À PF, ele afirmou que “nunca” pediu ou autorizou o ex-assessor a receber em seu nome recursos de campanha “ou de qualquer outra origem”.

Mesmo assim, a PGR (Procuradoria-Geral da República) o denunciou STF (Supremo Tribunal Federal) em 2017, também por corrupção passiva. No entanto, a maioria dos deputados da Câmara rejeitou o prosseguimento da denúncia e o caso acabou engavetado até que ele concluísse o mandato presidencial.

A defesa de Rocha Loures pediu à Justiça Federal de Brasília, em abril do ano passado, que o ex-deputado seja absolvido da acusação de corrupção passiva. No pedido, os advogados argumentaram que ele não sabia que havia dinheiro na mala. Por Agencia Brasil

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