PGR defende execução imediata da pena de 12 anos para ex-deputado ‘sanguessuga’

Em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 6, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se pela improcedência do recurso do ex-deputado federal Paulo Feijó (PR/RJ), e reiterou pedido para o início imediato do cumprimento da pena.

O ex-parlamentar foi condenado a 12 anos de reclusão em regime fechado e ao pagamento de 374 dias-multa pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em um desmembramento da Operação Sanguessuga – investigação que revelou, segundo a Procuradoria, um esquema criminoso com tentáculos em diversos Estados, para o desvio de recursos públicos por meio da aquisição superfaturada, por prefeituras, de veículos, especialmente ambulâncias, e equipamentos médicos, com licitações direcionadas a empresa específica.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria. Na manifestação, a PGR destaca que “os fatos narrados na ação penal ocorreram há quase 20 anos, sendo que a pena aplicada é um reflexo da gravidade dos delitos cometidos, constatações que reforçam a importância do início da execução penal o quanto antes”.

“É necessário oferecer a efetiva resposta penal aos fatos ilícitos retratados na ação, como medida de justiça”, salienta Raquel Dodge. A procuradora-geral rebate o argumento de Feijó contra a iniciativa do Supremo que, em 2017, determinou a certificação do trânsito em julgado da ação penal e a comunicação do resultado do julgamento à Mesa da Câmara, para a declaração da perda do mandato.

Da Redação, com informações do Portal IstoÉ.

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