PREVISÃO: Reforma da Previdência já tem 42 dos 49 votos para  aprovação no Senado.Confira outras informações na coluna JPM desta segunda-feira (15)

BOLSA DE APOSTASPlenário do Senado Federal; proposta foi aprovada na CCJ da Casa 

 A reforma da Previdência ainda precisa passar por um segundo turno na Câmara dos Deputados, mas a maioria dos senadores se posiciona favoravelmente à proposta que muda as regras para se aposentar no Brasil. O Placar da Previdência, elaborado pelo ‘Estado’, aponta 42 votos “sim” ao texto, antes mesmo de ele chegar ao Senado. De acordo com o levantamento, o o número representa mais do que a metade dos senadores, mas ainda está sete votos aquém do mínimo necessário para a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição na Casa, de 49 senadores.Após a aprovação em primeiro turno, a votação em plenário do segundo turno começa após o recesso parlamentar, em 6 de agosto.
PERSPECTIVA DE EDUARDO
O Senado Federal pode voltar a discutir a inclusão de Estados e municípios na proposta de reforma da Previdência no segundo semestre, quando o texto deve chegar à Casa. Pelo  menos foi o que admitiu  hoje, o  senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) Ele  afirmou que o “mesmo raciocínio” adotado pelos deputados federais será incorporado pelos senadores em relação ao tema. “Se isso for uma condicionante para o pessoal votar e tiver de ficar de fora (Estados e municípios) mesmo raciocínio da Câmara: melhor alguma coisa do que arriscar a Previdência toda”, afirmou.

DESEJO DE BOLSONARO

O assunto continua e esquenta o início da semana em Brasilia. Nesta segunda-feira (15), o  presidente Jair Bolsonaro aproveitou uma homenagem ao Exército  na Câmara dos Deputados, para reafirmar a possibilidade de indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), seu filho, à embaixada dos Estados Unidos. Ele disse que, como presidente, às vezes toma decisões que não agradam a todos. “Como a possibilidade de indicar para a embaixada dos EUA um filho meu. Se está sendo criticado, é sinal de que é a decisão adequada”, afirmou.

 

BRASIL DOENTE

Ainda na Câmara, Bolsonaro  destacou que que “juntamente com parlamentares” está resolvendo um problema do Brasil, em referência à reforma da Previdência, que está em tramitação na Câmara dos Deputados. “O Brasil precisa de uma quimioterapia para que ele não pereça. Alguns poucos ainda reagem, mas serão convencidos pelo povo e pela maioria dessa Casa. Deputados, senadores, nós juntos poderemos, sim, mudar o destino do Brasil”.

 

 

EMPREGOS EMPENHADOS

Ainda  não deslanchou “banco de talentos”,  decreto que instituiu o Sistema Integrado de Nomeações e Consultas.  O governo ainda não preencheu a maioria das vagas de segundo escalão nos Estados, mas promete “destravar” as indicações e acelerar a distribuição dos cargos para partidos que apoiaram a primeira etapa da reforma da Previdência na Câmara. Até agora, a maior parte dos compromissos assumidos pelo Planalto foi com o Centrão, grupo que atuou como fiel da balança para a aprovação das mudanças na aposentadoria.

DEFESA DE MOURÃO

O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu hoje , que, após aprovação da reforma da Previdência, o próximo passo do Congresso deve ser a reforma política. De acordo com Mourão, o Brasil não tem um sistema político e isso é difícil de conceber tal a fragmentação partidária.“Hoje, lá dentro do Congresso, na Câmara dos Deputados, temos 26 partidos representados, apenas dois partidos têm mais de 50 deputados, em torno de sete têm entre 30 e 40 e o restante são partidos com dez ou oito deputados, então, é extremamente fragmentado o nosso Congresso, não é fácil lidar com isso aí.

AVALIAÇÃO

Os partidos deixaram de representar o pensamento da sociedade como um todo. Acho que todos aqui entendem perfeitamente que o ideal é que tivéssemos cinco partidos, quando muito sete, que representassem as diferentes espécies de pensamento que temos dentro da nossa sociedade”, disse ao participar da abertura do II Rio Money Forum, na Fundação Getulio Vargas (FGV).

SEM ÊXITO

Até agora, a tentativa de criar um “terceiro turno” das eleições fracassou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde o fim da campanha de 2018, a Corte Eleitoral já arquivou cinco ações que apuravam suspeitas de irregularidades nas campanhas do agora presidente Jair Bolsonaro (PSL) e de seu adversário no segundo turno, Fernando Haddad (PT), pela Presidência da República.

RECEITA LIBERA

Serão depositados R$5 bilhões para 3.164.229 contribuintes. Deste total, R$2.362.514.597,42 referem-se a restituição de 15.489 contribuintes idosos acima de 80 anos, 197.895 contribuintes entre 60 e 79 anos, 24.793 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, e 1.251.906 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério. Caso queira saber se teve a declaração liberada, é possível acessar o site da Receita Federal ou ligar para o Receitafone, número 146.

UNIVERSIDADES SEM VERBAS

Com verbas restritas, parte das universidades federais prevê suspender atividades no segundo semestre. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), que tem R$ 48 milhões bloqueados, está funcionando em horário especial, neste mês, para economizar água e energia. A instituição suspendeu, ainda, 300 bolsas de monitoria, de R$ 400, que seriam pagas a alunos no segundo semestre, e reduziu a limpeza de áreas externas.

ECONOMIA

Após quatro meses consecutivos de queda, a atividade economia reagiu em maio no Brasil, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 15, pelo Banco Central. O Índice de Atividade do BC (IBC-Br) subiu 0,54% em maio ante abril, na série com ajustes sazonais. Foi o primeiro resultado positivo no governo de Jair Bolsonaro.O IBC-Br de abril foi de -0,32%, enquanto o índice de março, -0,28%. No caso de fevereiro, o índice foi de -0,98%. O dado de janeiro registrou -0,06%. Ainda assim, o desempenho da atividade econômica não foi suficiente para evitar uma retração no trimestre encerrado em maio, em relação ao trimestre encerrado em fevereiro deste ano. O IBC-Br cedeu 0,99% nesta comparação.

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