Bolsonaristas “melam” escolha de Renato Feder e o governo continua sem ministro da Educação

Djavú

Presidente Jair Bolsonaro continua à procura de um novo ministro da Educação. Ele quer alguém que resolva as reclamações do setor, porém, a cada escolha seus aliados entram em cena. O secretário de Educação do Paraná, Renato Feder, por exemplo, não suportou o bullying dos bolsonaristas e pediu para sair antes mesmo de entrar. O próprio Bolsonaro, que o convidara na semana passada, titubeou na indicação ao não defender Feder dos ataques dos apoiadores que se autointitulam “raiz”. Ao ficar exposto, o secretário seguiu o conselho de amigos: avisou em suas redes sociais que continuaria o trabalho no Paraná.

Gol contra

A recusa de Feder reacende as pressões sobre o presidente e expõe a disputa interna no governo. Os militares que indicaram Carlos Decotelli, por exemplo, sonham com um ministro técnico, independentemente de amarras ideológicas. Mas os radicais querem destaque para a ideologia. E,em meio a isso, há uma nova corrente interessada no cargo: o Centrão, que, depois da posse do deputado Fábio Faria nas Comunicações, declarou aberta a caça a um ministério para os senadores.

Efeito Decotelli

Com recusa de Feder — que chegou a chamar Bolsonaro de “estadista”, antes de ser ultrapassado por Decotelli —, passou a circular o nome de Aristides Cimadon, reitor da Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc). De acordo com a Plataforma Lattes, ele possui graduação em Filosofia, Pedagogia, mestrado em Educação, Direito e doutorado em Ciência Jurídica. Pior que já tem olheiros de butuca checando essas informações Lattes.

 

 

Último fôlego

Já passou da hora, mas antes tarde que nunca. Enfim, os senadores devem votar nesta semana a MP que dá crédito para empresários pagarem a folha de pagamento de seus funcionários. O parecer aprovado obriga que as empresas beneficiadas mantenham o quadro de funcionários por 60 dias após receberem os créditos. Se 50% da folha de pagamento for financiada, o empresário pode demitir até metade dos empregados. Se o empresário usar o dinheiro para pagar 100% dos salários, não poderá haver demissões por dois meses.

Pedra na vidraça

Depoimentos importantes estão sendo aguardados para esta semana no Rio de Janeiro. O casal Wilson e Helena Witzel serão ouvidos pelas investigações sobre supostos desvios na saúde e também acontece a oitiva do senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Embora sejam casos distintos, eles chamam atenção.

Em panos limpos

Flávio Bolsonaro deve ser ouvido no âmbito das investigações em torno da “rachadinha” em gabinetes da Alerj. O próprio senador, por meio da sua defesa, protocolou no Ministério Público do Rio de Janeiro uma carta manifestando o desejo de prestar esclarecimentos. Os advogados de Flávio, Luciana Pires e Rodrigo Roca, entendem que o senador precisa ser ouvido, já que são quase dois anos de investigações.

 

 

Sem exageros

Em novos vetos na lei que obriga o uso de máscaras em espaços compartilhados, o presidente Jair Bolsonaro retirou a obrigatoriedade do uso do equipamento em estabelecimentos prisionais. Isto é, detentos, funcionários e demais pessoas presentes em prisões e afins não precisarão usar máscara. Bolsonaro também vetou trecho que obrigava estabelecimentos comerciais a disponibilizarem cartazes com a forma correta de usar máscaras. Os comércios também não precisam mais deixar claro o número limite de pessoas que podem permanecer no local sem gerar aglomerações.

Retomada

Com a volta de fábricas após paralisação forçada pela pandemia do novo coronavírus, a produção de veículos no Brasil cresceu 129,1% em junho ante maio, para 98,7 mil unidades, informou nesta segunda-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).”Era um crescimento esperado, porque mais montadoras voltaram a produzir em junho”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, em coletiva online.

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