Na véspera das eleições municipais, Bolsonaro sanciona pacotão de obras

CANETADA

Foto: Carolina Antunes/PR

O presidente Jair Bolsonaro sancionou hoje o pacote de obras e ações de infraestrutura recentemente aprovado pelo Congresso Nacional de R$ 6,1 bilhões. A pasta mais beneficiada é o Ministério do Desenvolvimento Regional. Entre suplementações orçamentárias, o valor chega a R$ 2,3 bilhões a mais para tocar obras. Em seguida vem o Ministério da Infraestrutura, que recebe R$ 1,05 bilhão. O projeto foi aprovado com o entendimento de diversos partidos para a recomposição dos recursos cortados do Ministério da Educação.

RESSUCITAÇÃO

Para quem achou que o auxilio emergencial do governo durante a pandemia da Covid-19 estava quase morto, o ministro da Economia Paulo Guedes disse que ele pode ganhar novo fôlego. Isso se ocorrer a segunda onda da doença no Brasil. Acredito que, se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar o auxílio”, garantiu Guedes, nesta quinta-feira.

PERÍODO LONGO

Guedes lembrou que o valor do auxílio emergencial inicialmente proposto pela equipe econômica, de R$ 200, poderia ser concedido por um período mais longo, “de um ano até um ano e meio”. Mas a decisão de aumentar o auxílio para R$ 500, pelo Congresso, e, posteriormente para R$ 600, pelo presidente Jair Bolsonaro, “foi política”.

CLIMÃO

Mais uma vez, uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, envolvendo as Forças Armadas, provoca desconforto na ala militar do governo. A visão é que o chefe do Executivo exagerou ao falar sobre utilização de “pólvora” contra o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, ainda que ele não tenha citado nominalmente o norte-americano. Os militares não ficaram nada satisfeitos e viram a fala como precoce e hostil. A declaração de Bolsonaro foi uma resposta a Joe Biden, que, num debate durante a campanha presidencial, afirmou que o Brasil sofreria sanções econômicas caso não houvesse uma ação para frear o desmatamento e as queimadas na Amazônia.

PANOS QUENTES

Publicamente, porém, o vice-presidente, Hamilton Mourão, minimizou a fala do presidente, como costuma fazer. “Ele se referiu a um aforismo antigo que tem aí que diz que quando acaba a diplomacia entram os canhões, foi isso a que ele se referiu”, disse, ao ser questionado por jornalistas, ontem. Perguntado se as falas poderiam provocar consequências às relações do Brasil com os Estados Unidos, afirmou: “Não causa nada. Isso aí tudo é figura de retórica. Vamos aguardar, dê tempo ao tempo. Vamos ter calma, tá bom?”

PUXÃO DE ORELHA

Hamilton Mourão disse hoje concordar com a irritação de Jair Bolsonaro sobre medida estudada pelo Conselho da Amazônia que sugeria punir com expropriação de bens donos de terras que cometerem crimes ambientais. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, em reportagem publicada na última quarta-feira (11). Mais cedo, o presidente chegou a afirmar que a medida seria um “delírio”. Nesta tarde, Mourão lamentou o vazamento e disse que o presidente tinha razão. “Se eu fosse o presidente, também estaria extremamente irritado”.

PEDRA EM CIMA

A Comissão Mista da Covid-19 do Congresso Nacional confirmou a audiência pública com os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Butantan para esta sexta-feira, 13, às 9h30. O presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, e o diretor do Butantan, Dimas Covas, foram chamados para falar sobre a suspensão dos testes de uma vacina contra o novo coronavírus. Os dois confirmaram participação por videoconferência, de acordo com a comissão. Espera-se colocar de vez uma pedra em cima desse assunto.

ELEIÇÃO SUSPENSA

Calma, é apenas em Macapá. O presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, confirmou a suspensão da eleição em na capital do Amapá em razão do problema no fornecimento de energia elétrica. O pleito n só será realizado quando houver condição de segurança e o prazo concedido é 27 de dezembro. Barroso determinou o adiamento ao atender pedido do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amapá, alegando insegurança devido ao apagão que, há dias, assola o estado.

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