Reeleição de Bolsonaro em 2022 é dada como certa por Lula

JAIR DE NOVO

Em entrevista ao UOL, o ex-presidente Lula avaliou que as eleições presidenciais de 2022 vão opor em um eventual segundo turno candidatos de esquerda e de direita. Ele também disse que o lançamento do nome do apresentador Luciano Huck à Presidência seria uma aventura. Para Lula, o histórico aponta que candidatos à reeleição, como Jair Bolsonaro (sem partido) em 2022, se mostram competitivos porque usam a força da máquina pública. Ele disse ter dúvidas sobre o potencial de outras candidaturas do campo da direita. Ou seja: Lula dá como certa a reeleição de Bolsonaro.

PUXÃO DE ORELHA

Embora evite falar sobre o assunto, o presidente Jair Bolsonaro não consegue esconder que está focado na reeleição, em 2022. Um dos grupos que dão suporte ao chefe do Executivo, o dos militares, já tem, inclusive, procurado estratégias para tentar pavimentar o caminho rumo à recondução. O bloco ressalta, no entanto, que Bolsonaro tem de moderar o discurso, esquecer as picuinhas e investir na recuperação econômica do país.

VERDE OLIVA

O apoio de generais ao governo de Jair Bolsonaro tem se mostrado eficiente. A última intervenção foi no período de pré-eleição no Congresso, quando o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, ajudou na articulação com o Centrão para que os aliados do Planalto saíssem vitoriosos da corrida pelos comandos da Câmara e do Senado. Lógico que o objetivo era resguardar apoio às pautas de interesse do Executivo.

MOEDA DE TROCA

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Para manter o apoio dos militares, Bolsonaro retoma bandeiras como a aprovação do excludente de ilicitude, espécie de salvaguarda jurídica para militares que, porventura, matarem em serviço. O item consta na lista de 35 projetos prioritários enviados pelo Planalto ao Congresso. Embora o presidente reforce a sua base nas Forças Armadas, tem perdido apoio em meio aos policiais da ativa, como militares, civis, penais e policiais federais e rodoviários federais, segundo fontes palacianas.

SONHO MEU

Sérgio Lima

Mais perdido do que “cego em tiroteio”, o ex-juiz Sérgio Moro talvez volte a sonhar em ser candidato à presidência da República em 2022. Ao menos é o que desejam alguns aliados de Moro. Com um perfil discreto, Moro submergiu desde que se tornou sócio-diretor da consultoria americana Alvarez & Marsal no ano passado, mas tem mantido conversas reservadas “como cidadão” sobre o cenário nacional com parlamentares aliados. Segundo comentários, aqui em Brasília, Moro tem resistido. No entanto, o ex-juiz falou sobre o assunto com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Segundo o tucano, foi uma conversa “sem prerrogativa de nomes, mas sim de princípios”.

DESTAQUE

Mayke Toscano

Após ganhar projeção nacional com os resultados positivos do Centro de Triagem da Covid-19, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), sugeriu ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que a distribuição de vacinas passe a ser feita por um critério diferente: conforme a taxa de ocupação de UTIs dos estados. Proposta endossada pelos demais governadores prevê que estados com até 85% de ocupação de UTIs “contribua” com 5% das vacinas, ou seja, receba 5% a menos que os demais. Aqueles que estiverem com ocupação entre 85% e 95% recebe a quantia normal e aqueles que estiverem acima de 95% de ocupação, recebem 5% a mais.

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DE CARONA

Tem muita gente pegando carona na polêmica em torno do decreto presidencial que flexibilizou o acesso a armas de fogo. O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) pediu a suspensão de quatro decretos de Jair Bolsonaro nesse sentido. Em sua conta do Twitter o senador afirmou que “mais armas geram mais insegurança e violência. O que o país precisa é de vacina! É de cuidado com a saúde da população e de políticas de combate ao coronavírus. Desde 2019, cresceu o número de armas circulando no Brasil”. E completou: “Política armamentista NÃO!”. Bolsonaro não respondeu às criticas do senador.

DE VOLTA

Jefferson Rudy

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), pego com R$33,1 mil na cueca em operação da Polícia Federal, reassumiu o mandato com um riso largo na cara. Seu nome, que constava no sistema do Senado como senador fora de exercício, agora está no rol dos parlamentares em exercício. A assessoria do parlamentar confirmou o seu retorno ao trabalho. Ele havia solicitado afastamento por 121 dias, prazo que se encerrou nesta quinta. É que, na última quarta-feira (17), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso não prorrogou o afastamento do senador.

 

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