Bolsonaro rasga o verbo e reacende discórdia com governadores

ESQUENTOU O CLIMA

Marcos Correa

Uma “nova guerra” foi declarada no fim de semana entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores. Ao menos, é o se espera para ataques e defesas por meio das redes sociais. Aliás, tudo começou quando Bolsonaro disparou uma série de tweets detalhando o repasse diretos e indiretos de recursos e auxílios aos Estados. Bolsonaro falou em suspensão e renegociação de dívidas e auxílio para vários Estados, como Acre, Alagoas, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e outros. Em nota pública, assinada 17 governadores, entre eles potenciais aliados do presidente Bolsonaro, como Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná), o grupo manifestou preocupação e disse que o governo federal gera interpretações equivocadas ao atacar governadores. Vamos aguardar os próximos tweets.

MINUTO DE FAMA

Também no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro causou euforia no domingo ao compartilhar um vídeo gravado por uma empresária que critica a decisão do governo do Distrito Federal de adotar lockdown, alegando que “lockdown mata!”. No vídeo, a empresária faz um depoimento dirigido ao governador Ibaneis Rocha (MDB) que condena o fechamento de comércio e serviços. “Tivemos um ano difícil e agora que estamos alavancando novamente o senhor vem e fecha tudo. Não faça isso governador, precisamos trabalhar”, afirma.

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QUEDA DE BRAÇO

Carlos Humberto

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, defendeu nesta segunda-feira a limitação das decisões monocráticas por integrantes da Corte. Na avaliação dele, quando apenas um magistrado decide, e não o colegiado, o debate acaba personalizado. A discussão reacendeu depois que o decano Marco Aurélio Mello mandou soltar o narcotraficante André do Rap, e teve a liminar cassada pelo plenário. Depois disso, ganhou novo fôlego na esteira da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-SP), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes e referendada por unanimidade pelos colegas.

NOVO AUXILIO

Luiz Macedo

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), jogou lenha na fogueira das expectativas ao afirmar, nesta segunda-feira, que a primeira parcela do novo auxílio emergencial deverá ser pagar ainda neste mês. Ao todo, segundo ele, serão dadas quatro parcelas de R$ 250, mas a decisão final cabe ao Ministério da Economia. “Serão pagas em março, abril, maio e junho”, disse. Segundo Lira, há uma discussão entre Executivo e Legislativo para tornar permanente o programa de transferência de renda.

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NA ESTEIRA

Essa concessão do auxílio será, certamente, termômetro na popularidade do presidente Jair Bolsonaro, candidato declarado à reeleição. Sob a ótica social, a popularidade do presidente vai subir, é claro. Já sob o ponto de vista da economia, poderá deixar os cofres da União em situação complicada. Nem é preciso ser especialista para saber que o novo auxílio significa maior endividamento e corte nos investimentos futuros. Em 2020 quase 90% do PIB estava comprometido com a dívida pública. Para 2021 a expectativa é chegue aos 95%.

CHÁ DE SUMIÇO

Ueslei Marcelino

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que andava um pouco sumido da mídia, reapareceu. Ele se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro na tarde desta segunda-feira para acertar os ponteiros. O encontro foi agendado após certo distanciamento do presidente Bolsonaro. No dia 9 de fevereiro, Mourão foi excluído de uma reunião entre o chefe do Executivo e a equipe ministerial. Na ocasião, o vice-presidente disse não ter sido convidado para o encontro e avaliou que Bolsonaro julgou ser “desnecessária” a sua presença. Desde então, o general estava tomando “chá de sumiço”, mas voltou com gás e de cabeça erguida.

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