Cunha aproveita posição de réu para negar acusações

Por Gabriela Mestre

Com supervisão Lucas Lyra

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), depôs nessa segunda-feira (6) em prol das investigações da Operação Sépsis, desdobramento da Lava-Jato. Cunha negou todas as suas acusações de corrupção, definindo a denúncia dos irmãos Batista como “forjada” e a delação do operador Lucio Funaro como “história da carochinha”.

A Sépsis investiga supostas propinas esquematizadas por Cunha e financiadas pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), administrado pela Caixa. A denúncia foi feita pelo operador do PMDB, Lucio Funaro, que citou políticos como Eduardo Cunha e o presidente Michel Temer (PMDB) em delações premiadas.  “Nenhuma delas é verdadeira e eu quero rebater cada ponto delas”, afirmou Cunha.

Já os irmãos Joesley e Wesley Batista, empresários do grupo J&F, alegaram a compra do silêncio de Cunha para acobertar o presidente Temer. Em sua defesa, Cunha disse que “não existe essa história de dizer que eu estou em silêncio ou que eu vendi o meu silêncio para não delatar”. O ex-presidente da Câmara confirmou que há esquemas de propinas em campanhas do PMDB, mas negou seu envolvimento e os atribuiu ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco.

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