Em entregas do ‘Minha Casa, Minha Vida’, Temer aborda PSDB e Alckmin

Por Gabriela Mestre

Com supervisão de Lucas Lyra

O presidente Michel Temer (PMDB) e o pré-candidato à presidência do Brasil, Geraldo Alckmin (PSDB), entregaram nesse sábado (2) as chaves das moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida” no interior do estado de São Paulo. Aproveitando o encontro, o presidente e Alckmin se pronunciaram sobre a saída do PSDB do governo, a qual Temer predefiniu como “cortês e elegante”.

Foram entregues 1.796 residências pelo programa governamental germinado durante o governo Lula (PT), divididas entre as cidades de Limeira e Americana. Além disso, foi instalada uma escola na proximidade de Limeira com capacidade para 700 alunos. Participaram do evento de inauguração, também, políticos como o ministro Henrique Meirelles, Moreira Franco e Alexandre Baldy.

Durante seu discurso, o presidente peemedebista se manifestou sobre o desembarque do partido tucano do governo. “Será uma coisa cortês e elegante. Como do meu estilo e do governador. Eu tenho certeza que o PSDB deu uma grande colaboração ao governo”, afirmou o Temer.

Com apoio da base aliada, o presidente iniciou uma reforma ministerial que deve liquidar ministros tucanos do Planalto. O primeiro ministro do PSDB a ser substituído foi Bruno Araújo, que renunciou o cargo do Ministério das Cidades, hoje ocupado por Baldy à escolha deTemer. Ainda há tucanos nas cadeiras dos Ministérios dos Direitos Humanos, Secretaria de Governo e Relações Exteriores (Itamaraty).

Em entrevista, Geraldo Alckmin se posicionou acerca da saída da sigla, afirmando que “o PSDB não vai virar oposição”. O governador deve tomar posse da presidência tucana na convenção nacional do partido prevista para o dia 9 de dezembro. Esse seria um dos passos que atrairiam apoio do Palácio do Planalto à sua candidatura, uma vez que o almejo do senador Tasso Jereissati pela presidência da coligação não agradava o PMDB.

Alckmin é uma aposta do PSDB para unir as alas divergentes dentro do partido.  Nesse sábado, o governador buscou também harmonizar as relações com Temer. “Presidente, conte conosco. A boa política é buscar entendimento para os problemas do Brasil”, declarou o pré-candidato, que se beneficiou de uma expressão de origem libanesa – a mesma de Temer – para selar a concórdia: “com uma mão só não dá pra aplaudir. Nós precisamos dar as mãos”.

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