Reforma da Previdência continua perversa. O Senado cumprirá seu dever?

 

Os senadores desejam ser corresponsáveis pelo aumento da pobreza dos idosos e da elevação da desigualdade?

 

O Senado tem a oportunidade de corrigir distorções e medidas incluídas na PEC da reforma da Previdência que aprofundam a desigualdade social e praticamente extinguem o pouco do Estado de Bem-Estar criado pela Constituição de 1988. A oposição atuará para extirpar algumas perversidades que ainda persistem no texto, e que prejudicam os trabalhadores. Certamente, o Senado não desejará ser corresponsável pelo aumento da pobreza entre os idosos e pela elevação das desigualdades em um país tão marcadamente desigual como o Brasil.
Dados do IBGE de 2017 indicam que os 10% mais ricos ganham 17,6 vezes mais que os 40% mais pobres. O grupo dos 10% mais ricos concentra 43,1% da renda do País. No Nordeste está a maior desigualdade: os 10% mais ricos ganharam 20,6 vezes mais que os 40% mais pobres. O fosso só não é maior porque a Seguridade Social tem papel distributivo, graças às aposentadorias e pensões.

Nacionalmente, ainda segundo o IBGE, 74% da renda dos brasileiros vem do trabalho, 19% advém da aposentadoria e pensão e 7% de outras fontes. No Nordeste, 67% decorrem do trabalho, 24% da aposentadoria e pensão e 9% de outras fontes. Por isso não se pode imaginar uma verdadeira reforma da Previdência sem considerar o papel estratégico que as aposentadorias e pensões desempenham na vida do povo e na economia.

Com informações da Carta Capital.

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