Aluna com deficiência visual é aprovada em 1º lugar em direito na UFPI

Maria Gabriela, de 18 anos, é a protagonista de uma história de superação. Ela nasceu com glaucoma congênito e tem dificuldade para enxergar. Mesmo com as limitações, a jovem foi aprovada em primeiro lugar na cota de candidatos com deficiência no Curso de Direito da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Maria mora na Zona Rural de Pimenteiras, a 260 km de Teresina, e sempre estudou em escola pública.

A mãe da estudante, Joana Darc, afirmou que procurou aprender sobre educação inclusiva e incentivou a escola da filha a adotar medidas que ajudassem no aprendizado da jovem. As informações são do G1.

A mãe ainda conta que a trajetória de estudos de Maria “foi muito difícil, pois sempre moramos na zona rural. Minha maior preocupação era como funcionava a educação inclusiva, mas fui buscando informações e apoio de professores. Me capacitei por conta própria e depois tentei convencer a escola a ser inclusiva, capacitando professores e deixando a escola acessível”.

Enem

No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a estudante teve nota 940 na redação. Isso garantiu o primeiro lugar na cota de candidatos com deficiência no curso de direito UFPI. Para conseguir esse resultado, Maria diz que usou algumas ferramentas que garantem acessibilidade.

Já com relação à redação, Maria diz: “A minha escola não tinha muito suporte até 2019, que foi o ano que terminei o ensino médio. Não tive aulas de redação nem conteúdo focado para a redação do Enem. Foi só em 2020 que foquei em aulas na internet, uma plataforma para correção da redação, vídeos no YouTube e estudando sozinha. A tecnologia foi minha aliada”.

Outro desafio

Mesmo com a vitória de ingressar em uma faculdade, a estudante agora irá enfrentar um novo desafio. Maria vai ter que sair do Povoado Baixio, que está localizado a 37 km da cidade de Pimenteiras, e se mudar para Teresina.

“Vou ter que deixar meus pais e morar em Teresina com a minha irmã. Terei que andar com as próprias pernas, estou assustada, mas feliz com esse novo mundo que vou ter que desvendar”, afirma a estudante.

Da redação com o Metrópoles

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