CPI vai investigar corrupção na compra de vacinas, diz Randolfe

O vice-presidente da CPI da CovidRandolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou, ontem (22/6), que a comissão entrará numa terceira e decisiva fase, com a investigação de crimes de corrupção ativa e passiva supostamente cometidas por agentes públicos e privados na compra de vacinas.

“Estamos abrindo uma terceira vertente agora, que é o fato que ocorreu: um cumpliciamento entre agentes privados e públicos, em detrimento do Erário público, e tem outros elementos, outros crimes a partir de agora a serem investigados pela CPI”, declarou Randolfe.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito entra numa terceira e decisiva fase, que é a investigação de outros crimes além dos anteriores. Até então, os indícios eram de crime contra a ordem sanitária e prevaricação. Vamos entrar agora na investigação de corrupção ativa e passiva de agentes públicas e privadas”, acrescentou.

O senador fez referência a um documento do Ministério das Relações Exteriores que mostra que o governo federal negociou, em fevereiro deste ano, a compra da vacina indiana Covaxin por um valor 1.000% mais alto do que o preço anunciado pela fabricante seis meses antes.

Antes, o Randolfe comentou o depoimento do sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, que não vai ocorrer porque o empresário estaria em quarentena por causa da Covid-19, após retornar da Índia.

Contudo, a comissão pretende ouvir o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Fernandes Miranda, e o irmão, deputado Luis Miranda (DEM-DF), em relação à negociação da vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

Luis Ricardo foi ouvido pelo Ministério Público Federal (MPF) e relatou ter sofrido pressão atípica de superiores para acelerar a importação da Covaxin. O depoimento ao MPF pertence a um inquérito que investiga se houve favorecimento na negociação, realizada em tempo recorde e ao maior custo em relação a outras vacinas.

Randolfe deu a declaração após o depoimento do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), que é apontando como padrinho do “ministério paralelo” de aconselhamento ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia da Covid-19. O parlamentar falou aos senadores por mais de nove horas.

Da redação com o Metrópoles

 

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