CPI abre sessão para ouvir representante da Precisa Medicamentos.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 abre a sessão nesta terça-feira (13/7) para ouvir o depoimento da diretora técnica da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades,. Ela vai ao colegiado blindada por um habeas corpus, que lhe concede o direito de permanecer em silêncio durante a oitiva e se recusar a responder os questionamentos dos senadores.

Medrades foi convocada como alternativa ao adiamento do depoimento de Francisco Maximiano, sócio da empresa. A oitiva com o empresário foi suspensa após o Supremo Tribunal Federal (STF) também permitir que o depoente não respondesse aos questionamentos.

Acompanhe:

O objetivo da convocação dos representantes da Precisa é investigar e esclarecer detalhes do potencial beneficiamento da Bharat Biotech e da empresa intermediária no processo de aquisição de compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde.

Líder da bancada feminina, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) pediu questão de ordem no início da sessão e sugeriu a leitura de uma carta em homenagem à consultora legistiva do Senado Federal Fabiana Queiroz Damasceno, vítima recente da Covid-19. Ela morreu nesse domingo (11/7), aos 46 anos, após 50 dias internada.

O presidente da CPI acatou a questão de ordem e prestou solidariedade à servidora. “Perdemos o direito de velarmos os nossos mortos e nos solidarizarmos presencialmente aos nossos mortos. Esse ato está estendido a todas as pessoas do Brasil, que impossibilitados de fazê-lo, fazemos esse ato para nos solidarizarmos com todas as famílias que perderam entes”.

Na última semana, a CPI da Covid-19 ouviu técnicos e servidores da pasta que atuaram diretamente nas negociações para aquisição do imunizante. O nome da diretora técnica da empresa privada foi citado diversas vezes pelos depoentes. Segundo os relatos, a funcionária esteve à frente das negociações iniciais da companhia.

Medrades integra o rol de investigados da comissão parlamentar. Em 30 de junho, além da convocação, os senadores aprovaram a quebra dos sigilos telefônico e telemático da diretora.

Da redação com o Metrópoles

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